In Placebo

A gente tava ali ensaiando banzo danislau moita wagner sons do velvet quando schwartz disse hoje vou na defesa da Aninha. Danislau mestre recente defensor logo se lembrou da merda que é estar na defesa, acostumado que é a estar no palco ataque. Pensando nisso, no trampo da Aninha e na Aninha começou rolar música nova despretensiosa como tem que ser tudo que nasce.
Wagner alma criação não gosta do que é pouco, quer mais e demais, cutucados por ele gravamos, levamos pros showzinhos que fizemos com ele em noites do dão. O que era ainda pouco.
Num dos ensaios vi waguin schw-schw chamar danislau no canto, cara de quem quer fazer molecagem, coisa que não presta, profundezas da arte. Eles são discretos e fico por fora ansioso pelo sabor da merda que aquilo ia dar.
Não sei que dia danislau saiu pra trampar dirigido em vídeo pelo wag, sei que um dia fui correndo na casa do moita gravar um violão pra versão melhor daquela música, parece que pro espetáculo.
Estréia então Placebo 2008 e vamos lá ver então o que viria dessa vez da cabeça corpo que não pára. O wag é como o jacaré do guimarães rosa mergulha fundo em silêncio. Eu ansioso pelo sabor da merda que aquilo ia dar. Laptop onde deveria estar o dançarino, silêncio do corpo, invenção-inversão. E aí vieram as primeiras notas de Aninha, a música. Danislau é o extremo do riso. Depois a carta: Danislau é o extremo da dor. Wagner pegou na mão do danislau e ele também virou jacaré, namorando sereia. Afundar aprofundar é caminho sem volta. Placebo não tem cura. O mergulho é um convite.
enzo banzo