beabá, samberaba

voices-vórtices, paus duros sob o jeans embebido de viscoso líquido lambreca-buceta, centro da cidade de são paulo. 4 milhões em ação, virada cultural, viro-reviro na palma da mão as lembranças do que se passou entre as fachadas do centro histórico. sampaulo é onde o tudo acontece.
no meio de tudo, show matinal do porcas borboletas, show vespertino do lobão agradecendo todo mundo pela paudurescência. cada um teve, entre os shows, a sua preferência. o pau duro é quando o show acontece dentro da gente. se bem que show nunca foi meio, nem fim, show é sempre princípio.
inscritos nas pernas setecentos quilômetros paulistanos, pelo muito andar entre um palco e outro, inscrito na memória o trânsito de tantas fachadas surpreendentes, a virada cultural se desenha na pele-película de quem esteve lá. tatuagem de eventos.
mais poeta que cronista, esse post declara, em regime de exceção estilística, que o show do porcas foi de manhã e no páteo do colégio (quisera escrever páteo do colégil), o que redunda em quando e onde favorável, quando matinal e onde surreal. o lugar mais antigo de sampaulo muito bem se encontra com o tempo mais agora, a música é surfe nos tempos, o um dos três quatro inicial de cada show vira quatro três dois um no arremate das músicas. silenciou a virada, permaneceu o páteo do colégio, quantos silêncios estão empilhados naquele páteo. pátio o que é? almoxarifado de silêncios.
já em uberaba, quarta-feira, porcas na expozebu. primeira exposição agropecuária em que o porcas se apresenta, q venham barretos e a exposição d´abaeté. pelo inesperado, a boa surpresa. caiu chuva sobre a montanha-russa, sobre um ou outro boizinho de um milhão de dólares, caiu chuva sobre o show do porcas. ninguém arredou pé. findo o show, todo mundo molhado gritando rip rip ruba, nada precisa ser dito quando se tem em vista imaginada a irresponsabilidade que é deixar-se molhar. tudo é fatal, deixa cair a água.
em belo horizonte foi chuva para 5 mil pessoas, digo show para 5 mil pessoas. não caiu chuva, não caiu nada além de discreto sereno sobre a cabeça das pessoas. então o som seja chuva, importante sair molhado, cabelo molhado é atestado de vida. o porcas não quer enganar ninguém, o porcas quer ser temporal.
temporal, de tempo, temporal, de chuva.
então aqui silencio, a tela do computador é um pátio com milhões de elétrons brincando de pics conde. qdo vc se despedir dessa página, de alguma maneira ela permanecerá. abandonar abandonar abandonar, permanecer em outras searas, em que praia de pernambuco tomo uma água de coco agora?
22 de Maio de 2008 @ 20:35
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