escala menor

25 de Julho de 2008 @ 16:17 por porcas

cheiro de vela no cemitério
do lado de cá do muro
adivinho-lhe a luz

em abaeté tem uma escola antiga, fachada de casarão, imponente daquele jeito, chama o frederico a escola

quem passa na frente do frederico nas madrugadas de abaeté escuta a maria-toca-piano

o nome de fantasma mais bonito que já vi

maria-toca-piano

eu passava em frente ao frederico de bike qdo era menino e geralmente nesses momentos não queria saber de música

a música q eu ouvia era o pedalar acelerado

era como se eu colocasse provisoriamente os ouvidos debaixo do subaco

um dia

depois de algum alco

cheio de coragem-medim

aquela vontade dark side

parei de frente ao frederico e esperei maria tocar

pensei alto: toca um pouco pra mim maria

queria ouvir q música produzia alguém já conhecido da morte

como a morte soaria

soprou vento frio, eu morrendo de medo

maria ainda vai tocar pra mim

(pra vc tb)

CLIPE INÉDITO DO PORCAS

20 de Julho de 2008 @ 13:02 por porcas

E acabou de estrear o videoclipe da música-tema de NOME PRÓPRIO, filme de murilo salles com interpretação magnífica de leandra leal, baseado em alguns textos da clarah averbuck. A música é do Porcas Borboletas.

O filme também acabou de estrear, e vale muito a pena conferir, em alguma sala perto de você.

Veja aqui

DISCO NOVO VEM AÍ!

14 de Junho de 2008 @ 11:53 por porcas

O Porcas Borboletas está a todo vapor na pré-produção de seu novo CD, que trará sua nova safra de composições inéditas.

O álbum se dividirá entre faixas já tocadas em shows e que ganharão sua versão definitiva, e uma leva de composições recentes, fresquinhas…

O disco vai ser gravado com apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e patrocínio da Vivo.

O lançamento deve rolar no segundo semestre. No mais, aos poucos vamos revelando os segredos…

beabá, samberaba

5 de Maio de 2008 @ 12:48 por porcas

chuva - chuva

voices-vórtices, paus duros sob o jeans embebido de viscoso líquido lambreca-buceta, centro da cidade de são paulo. 4 milhões em ação, virada cultural, viro-reviro na palma da mão as lembranças do que se passou entre as fachadas do centro histórico. sampaulo é onde o tudo acontece.

no meio de tudo, show matinal do porcas borboletas, show vespertino do lobão agradecendo todo mundo pela paudurescência. cada um teve, entre os shows, a sua preferência. o pau duro é quando o show acontece dentro da gente. se bem que show nunca foi meio, nem fim, show é sempre princípio.

inscritos nas pernas setecentos quilômetros paulistanos, pelo muito andar entre um palco e outro, inscrito na memória o trânsito de tantas fachadas surpreendentes, a virada cultural se desenha na pele-película de quem esteve lá. tatuagem de eventos.

mais poeta que cronista, esse post declara, em regime de exceção estilística, que o show do porcas foi de manhã e no páteo do colégio (quisera escrever páteo do colégil), o que redunda em quando e onde favorável, quando matinal e onde surreal. o lugar mais antigo de sampaulo muito bem se encontra com o tempo mais agora, a música é surfe nos tempos, o um dos três quatro inicial de cada show vira quatro três dois um no arremate das músicas. silenciou a virada, permaneceu o páteo do colégio, quantos silêncios estão empilhados naquele páteo. pátio o que é? almoxarifado de silêncios.

já em uberaba, quarta-feira, porcas na expozebu. primeira exposição agropecuária em que o porcas se apresenta, q venham barretos e a exposição d´abaeté. pelo inesperado, a boa surpresa. caiu chuva sobre a montanha-russa, sobre um ou outro boizinho de um milhão de dólares, caiu chuva sobre o show do porcas. ninguém arredou pé. findo o show, todo mundo molhado gritando rip rip ruba, nada precisa ser dito quando se tem em vista imaginada a irresponsabilidade que é deixar-se molhar. tudo é fatal, deixa cair a água.

em belo horizonte foi chuva para 5 mil pessoas, digo show para 5 mil pessoas. não caiu chuva, não caiu nada além de discreto sereno sobre a cabeça das pessoas. então o som seja chuva, importante sair molhado, cabelo molhado é atestado de vida. o porcas não quer enganar ninguém, o porcas quer ser temporal.

temporal, de tempo, temporal, de chuva.

então aqui silencio, a tela do computador é um pátio com milhões de elétrons brincando de pics conde. qdo vc se despedir dessa página, de alguma maneira ela permanecerá. abandonar abandonar abandonar, permanecer em outras searas, em que praia de pernambuco tomo uma água de coco agora?

vinte duas horas carnavais

7 de Fevereiro de 2008 @ 10:32 por porcas

juntos3 - juntos3

Quantos dias podem caber em 22 horas! Quantas paisagens, quantas paixões, quanta dor, quanta estrada, quantas barras de cereais de avião, quantas nuvens… quanta cachaça. Quando se vai à sauna tem q sair com cheiro de eucalipto, senão ninguém acredita. O Porcas Borboletas dá satisfação, conta tudo, tudo mas tudo mesmo, nunca vi tanto tudo na minha vida. Recife. Ô vontade de nadar nesse nome, palavra gostosa demais, apontar o nariz rumo ao nordeste brasileiro é a melhor coisa que um homem pode fazer nessa vida.
Saímos de Uberlândia às 16 horas da última segunda, dia 3 de fevereiro, de carro rumo à nossa capital federal, onde pegar íamos o busão aéreo no dia seguinte. Fomos direto para a casa de nosso amigo e poeta Gustavo Lucas, abastecendo prontamente sua geladeira com umas antarcticazinha em lata aí. Violãozinho na mão, compondo canções a serem esquecidas, rindo muito da vida, nós, os porcas - só viajando pra termos esse tempo todo pra namorar - mais o gustavo footloose, o pai da gentileza. Maior papo furado do mundo esse nosso de tentar se preservar para show do dia seguinte, saindo mais cedo pra dormir bem na noite anterior. Estarmos juntos, e na estrada, inaugura necessariamente regime de urgência, então é balada nervosa sempre. Issaí, são quase quatro da manhã, avião partindo às 9, tô até vendo esse bando de nego destrambelhado morrendo de sono tomando surra de horários e documentos e trevos de brasília, o duelo com as burocracias deixando a gente sempre com cara de menino.
Também o duelo pelas janelinhas causando o mesmo efeito: deixa eu da última vez foi você ah mas c dorme o tempo inteiro é um brucutu não sabe o q é viajar na vida. Em recife, hotelzinho desses que a gente nunca ia poder pagar - músico é um cara muito quebrado vivendo vida de rei. Restaurante, olha como a cara do rafa melhora quando ele tem pela frente o duelo com um prato de camarão ao molho de alcaparras. Ricardim averiguando com o garçom se é possível trocar o jantar por uma dosinha de uísque. Tudo na vida deixa esse povo com cara de menino! Tales, o matemático da equipe, aquele que soma 2 e 2 e ainda dá 4, já havia calculado: gente ó, são 22 horas em recife. Lamber cada hora então, recife taí, é janelinha pra todo mundo. Como só é possível ocupar um lugar de cada vez, fazer o impossível. Deixar-se ocupar por todas as recifes de sempre ao mesmo tempo. Para isso valham-nos todos os amigos, pernambucanos ou não: estar com eles foi o melhor da festa. Eles sabem disso, não vamos citar nomes para não comprometê-los, gente boa desse jeito andando com engraçadim de uberlândia… Amor infinito, essa nobilíssima brodagem é deus-na-terra, estarmos juntos é oração edificada a esse céu que já vai amanhecendo, as cores da manhã estão aí para encher de poesia essa festa que parece vai acabar nunca. Acabou porque a polícia chegou. Foné foné, sirenes e tudo. O Ricardim, que tava felizão, só percebeu depois, continuou batendo o pezinho e vibrando com o som da sirene por uns 10 compassos ainda. É os home, Ricardim. Alguém disse: cara, nosso avião é às 9. Agora são 6, se os home não interfere a gente perdia o vôo, continuava surfando nessa balada quaresma-toda afora. Ficar lembrando essas coisas acaba sendo isso, surfar hoje nas ondas de ontem. Toda onda é eterna, morrerem as ondas na praia daquele jeito, redenção pelo branco e pelo shhh, são as eternas reticências. Daqui a cinquenta anos neguinho ainda tá pegando jacaré nessas ondas de recife.

(Pegando jacaré, agora, na delícia que foi o Festival Rec-Beat. Perfeito, grade daquelas, grade imbatível. Senegaleses e argentinos e brasileiros e mais o pato fu, que por sorte nossa não são filhos de país nenhum, por serem filhos de todos)

Imersão

5 de Dezembro de 2007 @ 15:36 por porcas

.Imersao - Imersao

Poços de Caldas sempre constará na história do Porcas como o espaço do non sense. Da última vez q estivemos lá, pra tocar, o show foi cancelado. Chuva muito forte. Utererê, grilo nenhum, entramos na van do evaldo, poperô no talo, noite inteira derretendo nas praças surreais de Poços. Último final de semana, mesma loucura. A gente indo no carro do Banzo, aquele tédio da anhanguera, surge a idéia: vamos nos enfiar montanha adentro! Desviar seja nossa dança. Cambuquira é logo ali, já fui lá,vamos ficar chapado de água! Desvio de poucos quilometrinhos. Meu querido, cambuquira é lá na puta q o pariu, olha o mapa. Ah, mas olha ali ó: Poços de Caldas estará fervente. Simbora? Ricardim topou, meu querido, topado está. Ricardinho é o líder espiritual do Porcas Borboletas.
Banho em água sulfurosa. Todo mundo de toalhinha branca no ombro. Sal descarrega? Imagina enxofre. O Moita e o Ric só foram tomar banho no dia seguinte. Mas não confie na contagem de dias de quem leva a vida na flauta. Depois de um desvio de caminho e banho de imersão em enxofre, os dias do calendário acabam se transformando em bolinhas de bingo flutuantes.
Tanto q nem pareceu ser o mesmo dia aquele em q o Porcas nadou em enxofre e gravou na MTV e tocou no Berlin. Dava pra encher uma semana inteira eventos desse porte. Banho de imersão, sair com os cabelos molhados de vida.
O que rolou na MTV vai ao ar dia 21 de dezembro. Foi bom assistir o Porcas tocando no Jornal da MTV, através da televisão-monitor q tem lá no estúdio. Tocamos Super-Herói Playboy, sucesso do próximo disco, q está por vir.
Tanta coisa está por vir, dá pra encher uma década inteira. Tão por vir, ainda nesse blog, as experiências do Porcas na exposição da Yoko Ono. Tá por vir notícia sobre o disco novo. Dá pra encher uma década, mas não vamos encher esse post, nem o saco do leitor. A vida continua. Se bem que, como diz o arnaldo, guardar estraga

galopeira, nunca mais gaguejarei

1 de Novembro de 2007 @ 22:35 por porcas

blog olho - blog olho
os dias tendem à liquefação,

- liquefação nas casas bahia, mas só até sábado -

o cronista não está emaconhado, não vale a autocrítica em legítima defesa. mais vale um gesto de carinho, fica sempre um pouco de espinho nas mãos que oferecem rosas

nos dias de hoje, está cada vez mais difícil encontrar alguém que respeite as instituições. mas isso é assunto para um próximo post, porque esse vai revogar o anterior e apresentar em definitivo os melhores momentos da última viagem do porcas borboletas.

helio flanders conta a lenda em que ele em pessoa, depois de pegar um táxi em cochabamba, solicita ao taxista o valor da corrida:
- 50 pesos
- quanto? (assustado com o valor preconceituoso: se fosse um boliviano, seriam 5 paus, pensa nosso hélio)
- (já com uma faquinha na mão, apontando para o virgínio nariz de nosso helinho): 50 PESOS, muchacho!

na falta das mil palavras que valham por uma imagem, uma imagem que valha pelas mil palavras da palavra viagem: o conde drácula aparece em meus sonhos eróticos fantasiado de xico sá. meus não, do meu eu-lírico, q de lírico só tem a suprema escusa poética: tirar o cu da rética

a risada do xico sá é o oposto da casa caindo. é mutirão de deuses edificando a casa-mãe. o xico sá estava lá, então tudo como num efeito especial entrou pelo olho dele. então estava tudo legal.

como tendem à liquefação os dias, hj bebo em copo dágua a lembrança sem colarinho de uma noite sem camisa

alfredo bello clarah averbuck leandra leal simone soul murilo salles mauro sacha ciro de patos de minas todo o grande elenco carola da conrad helinho xico sá reginaldo gero camilo mariana soldi o rafa cunhado do rafa a riciane irmã do rafa e a yara filhinha da riciane na barriga da mãe dela o vinícius de goiás o gabi de goiás e o edu de lá tb eu vou me lembrar de todo mundo claro que não vou mas vou me esquecer do meu grande amigo e irmão lazzaroto do vanguart para que as outras pessoas de quem não lembrei agora não se sintam ofendidas pq se ele esqueceu o lazzaroto que ama tanto é sinal de que não gosta menos de mim só pq me esqueceu

- aqui estão as vírguas que este post está te devendo ó: ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

disse nome de todo mundo pq deve ser lavrada em ata séria a grandiosidade desse evento que foi a festa de lançamento de Nome Próprio, filme do Murilo Salles baseado na obra da Clarah Averbuck (nossa embaixatriz) com atuação nobilísima da Leandra Leal e Grande Elenco.

todo mundo amanheceu sem ressaca, pra se ter idéia do que foi tudo. um ou outro amanheceu com ressaca porque bebeu de fato de veras. amanheceria com ressaca mesmo se o ary toledo em pessoa estivesse presente no recinto levando todos às gargalhadas com seu repertório de piadas capaz de fazer rir em hora indevida e microfonada a voz do lombardi do silvio santos (tá no you tube, search for lombardi rindo do ary toledos)

tese desse blog: risada na balada ameniza ressaca

então restou ressaca nenhuma da última viagem do porcas borboletas: cuiabá são paulo. ah cuyabá. fica pro próximo post as loucas aventuras dos porcas borboletas em terras cuiabanas

- cena do próximo capítulo, então: danislau se despede da companheirada na fila do embarque para sampa porque os caras da TAM acharam legítimo barrar o embarque do jovem com a carteira de motorista (único documento de identificação) vencida. danislau não chora, vai fazer BO na delegacia de polícia mais próxima, onde quase se embanana no discurso para o delegado e é recluso em cela sem ar condicionado.

cuiabá são paulo (post provisório e insuficiente)

30 de Outubro de 2007 @ 15:41 por porcas

hj é dia 30 de novembro, são duas horas da tarde, e a psicodelia está ardente aqui em sampa. ontem rolou xou no studio sp e foi uma coisa daquelas gigantes

foi a festa de lançamento de Nome Próprio, no studio sp

o teclado em q escrevo agora só tem letra i, como vc deve estar percebendo. o cronista alega insanidade mental e deixa pra amanhã um texto em português tentando dar conta do q rolou ontem.

jamais se esquecendo, claro, do que rolou sábado em cuiabá, virgem maria.

guitarra do hendrix pegando fogo, rosto do dom juan iluminado pela chama

goiases

21 de Outubro de 2007 @ 10:40 por porcas

e o golzinho do enzo banzo ruma para o estado das mulheres bonitas. eu-danislau e ricardim vamos de ônibus. q maravilha, nada de ar condicionado. logo janelas abertas, logo a cara enfiada em goiás ao longo dos 350 km que separam nossa casa do martim cererê.

ricardim revê sua amada goiânia logo no fim de tarde. eu chego na rodoviária quase na hora do show, 11 da noite, a paola simpatia pura me leva direto pro bolshoi. nada de banhozim com elseve daloreal, cheguei no bar com aquele sebo de estrada, sabem qual é? ensebado, sujo, me senti confiante: rock n roll tem a ver com aquilo, não sei pq. entro no bar ao som de 90 milhões em ação, pra frente brazil, salve a seleção. de cara, vejo o rafa sozinho no meio da pista, pensando em português seus pensamentos alemães, corro para o abraço, não sem antes dar uma sambadinha - eu c mochila nas costas, o rafa com seu samba em alemão. aí foi sambinha c cada um dos meus comparsas, moita vi banzo ric chelo huds jao etc.

vai começar o show do chapéu, cerveja e frustrações, assistimos, rimos pra caralho, banda loca! hit deles diz: eu sou mais rock n roll q vc. pablo kossa no vocal, guerreiro da cena goiana, juntamente com o joão lucas, o johnny suxxx. pessoal da fósforo brincando com fogo.

chuva demais da conta sobre goiânia, o próprio huds dizendo q ele mesmo quase não foi. pouca gente no local. sala de aula em véspera de feriado. em se tratando de porcas borboletas, nada mais positivo. qto menos gente, melhor o nosso show. lembrando sempre da fórmula do rangel, eu quero é quem tá. o porcas sempre cagou e andou pra esse mito das grandes multidões. tem q pensar em quem veio, não em quem não veio.

o show de quinta se deu, por tudo isso, no plano individual. todo mundo se vendo, aquele olhar sorridente se cuzando com o olhar sorridente de outra pessoa. naturalmente, um círculo se formou, quase indistinção espacial entre banda e público. na verdade, todo mundo orbitando em torno dessa entidade que é o jão do dead smurfs, que, na vivência inteira de si mesmo, solto no espaço, olhos fechados o tempo todo, acabou ocupando ali mais ou menos o centro de tudo. o cara curtindo rock é acontecimento. o jão é a guitarra do jimi hendrix pegando fogo. é a jennie gritando run forrest gump. um cara de verdade comprovando pra quem quiser ver: o rock é de verdade. o mic na mão dele, cantou pele do asfalto inteira. a voz do jão tocando essa música - batismo de sangue!, para sempre e dignamente essa música vai existir.

depois de tudo, entrevista para um blog de goiânia (editores muito alto astral): os porcas e os smurfs em torno do mic, enqto alguém falava os outros entoando em coro o jesus cristo do roberto carlos, ou o we are the world permeado de gritos de guerra como: diretas já! PSDB! legalize marijuana! viva o PFL! abaixo o apartheid!

depois de tanta cachaça, o jão deu defeito. quem se lembra daquele filme um morto muito louco? ou do livro do jorge amado, a morte e a morte de quincas berro dágua? o morto era o jão. dirigiu dois quarteirões, foi destituído do cargo de motora. o carro virava pra cá, a cabeça do jão igual joão bobo virava pra lá. mesmo morto, conseguiu xingar um cara gente boa q tava dando uma explicação pra gente. o chelo, outra entidade, com aquele sorriso de aparelho de boca inteira, goiânia inteira não cabe no sorriso endiabrado do chelo. o hudson. dead smurfs é a maior banda do brazil, pq o dead smurfs não pára. o dead smurfs está na vida, não precisa dar play, show em período integral.

que seria dessa vida sem o axé da brodagem assim de tão alta estirpe? o rock hj em dia está fundado nisso, nesses momentos extremos em que a vida pulsa extrema.

cai a saia, ninho no chão

14 de Setembro de 2007 @ 13:49 por porcas

o dia veio raiando e eu correndo atrás da noite correndo atrás do japão, como se fosse o indiana jones esticando o braço pra pegar o chapéu q caiu do outro lado da porta

consegui alcançá-la através de um sono mal dormido, desses de manhã

faço um checape e percebo q nada demais se apagou. ainda com algum domínio da língua portuguesa, o suficiente pra pedir um marmitex; todos os dentes na boca, fora os que eu nunca tive.

não sei o q vai sobrar de uberlândia depois desse fim de semana da jambolada. é certo q ela não vai alcançar as noites q vão passar. o chapéu, também, baubau. um ou outro dente talvez se perca. uberlândia vai ficar nua, cabeça feita.

Evoé Baco, pode passar q a casa é sua.